Roteiro de três dias em Capitólio

Nos últimos anos a cidade de Capitólio vem se tornando a queridinha dos turistas e uma das cidades mais conhecidas do sudeste brasileiro. Até o ano de 2015 pouco ou nada se sabia desse destino, mas já em meados de 2016 foi uma explosão, não há site de viagens ou guias de destinos naturais ou de Minas Gerais que não indiquem a cidade, e não é por menos, Capitólio é incrível, com diversas cachoeiras, cânions e a belíssima represa de Furnas.

Como chegar

A melhor opção é de carro, pois todos os atrativos da cidade não estão localizados na área central da cidade , embora a maioria esteja as margens da rodovia MG-050, um carro é indispensável, ainda mais porque na cidade não há empresas de transfer para esses pontos.

Não há aeroporto na cidade, mas para quem está em outro estado ou está a uma distância que não consiga ir de carro, pode pegar um voo até Belo Horizonte e de lá alugar um carro. Veja o valor de aluguel de carros com a RentCars clicando aqui.

De Belo Horizonte até Capitólio de carro são no máximo quatro horas de viagem, já para quem vem do Rio de Janeiro é dobro do tempo, umas oito horas ou até um pouco mais, partindo de São Paulo são umas cinco horas e meia, dependendo do trajeto que optar.

Saímos de Taubaté (Vale do Paraíba) na sexta-feira a tarde e seguimos até Santo Antonio do Pinhal e de lá até Pouso Alegre, já no estado de Minas Gerais, de Pouso Alegre seguimos pela rodovia MG-179 até a cidade de Alfenas, e ali pernoitamos no hotel São Lucas (que tem um excelente café da manhã), foram aproximadamente 4 horas desde Taubaté. No dia seguinte saímos bem cedo pela BR-491 e seguimos até a MG-050 que passa pelos principais atrativos de Capitólio, levamos umas duas horas até o Mirante do Cânion (foto acima), que fica antes da entrada da cidade.

Hospedagem

Optamos por nos hospedar em Passos, cidade vizinha a Capitólio, pois as opções por lá tinham melhor custo benefício. Tem um post falando especificamente sobre hospedagem em Capitólio e região, para ler mais sobre onde ficamos e outras opções na região clique aqui.

Roteiro

Esta descrição segue o mesmo roteiro que fizemos quando estivemos na cidade, porém, com certos ajustes que poderiam ser melhores ou mais práticos e organizados. Considere este roteiro como uma base e adeque-o a sua rotina, e caso tenha mais dias na cidade amplie-o, a cidade tem muito a oferecer e poderia estender o roteiro para uns cinco dias para aproveitar outros pontos que não estão listados aqui. Vamos lá…

1º dia – Paraíso Perdido, Mirante do Cânion e Trilha do Sol

Tente chegar cedo, por volta de nove horas e não vá a cidade (os atrativos não ficam na área urbana), se estiver vindo de São Paulo, Rio de Janeiro ou do Vale do Paraíba a entrada do Paraíso Perdido fica antes de Capitólio, se estiver vindo de Belo Horizonte passe pela entrada de Capitólio e siga sentido a Passos, pela MG-050.

Na rodovia MG-050 tem placas indicando a entrada para o Paraíso Perdido, o caminho segue por uma estrada de terra, até bem conservada, por uns cinco quilômetros, tem várias plaquinhas indicando o caminho, difícil errar! Chegando no local tem um pessoal na recepção informando onde estacionar e fazendo a cobrança da entrada, o valor em Janeiro/2017 era R$35,00 por pessoa, importante chegar cedo, pois a partir do horário de almoço não há vagas para estacionar e fica muito tumultuado a entrada.

Saindo da área do estacionamento tem um restaurante e em seguida a área de camping a esquerda dele está a entrada da trilha para as quedas d’agua, a trilha segue um caminho de pedras todo marcado com pegadas vermelhas, para o visitante se orientar, a primeira parada é uma piscina natural bem funda e cheia de peixes, e logo ao lado a trilha segue paredão acima, em alguns lugares pela pedra em outros pela água, aos poucos na subida vão surgindo outras pequenas piscinas, quedas d’agua e locais para escorregar. O lugar é bem bonito, mas rapidinho começa a encher de gente.

Por volta de meio dia volte e aproveite para almoçar no restaurante próximo ao estacionamento, a comida é barata e muito boa.

Depois do almoço volte para a rodovia MG-050 e siga sentido Capitólio, entre o km 312 e 313 haverão vários carros parados, ali é o famoso Mirante dos Cânions, encontre uma vaga e estacione, tanto a entrada quanto o estacionamento são gratuitos. A beira do mirante é importante tomar muito cuidado, principalmente com crianças, pois não há guarda corpo, muro ou qualquer tipo de proteção. Aproveite para tirar muitas fotos, o lugar é lindo!

No mirante não há muito o que fazer, além de apreciar o visual, tire muitas fotos e volte para a estrada, ainda em sentido a Capitólio, as margens da rodovia você verá placas indicando a entrada para Trilha do Sol, um complexo com três belas cachoeiras, a entrada custa R$30,00 e é possível ficar até as dezoito horas curtindo o lugar.

Seguindo uma trilha indicada pelos funcionários chega-se a uma encruzilhada onde é possível escolher qual cachoeira visitar primeiro, ali tem um guia orientando os visitantes, ele nos orientou a ir primeiro no Poço Dourado depois na cachoeira do Grito e por último na cachoeira No Limite, já seguindo outra trilha no caminho de volta. Passe o resto da tarde por lá, as trilhas são longas e as cachoeiras belíssimas, rendem boas fotos.

Passado a tarde, vá em fim para o hotel e descanse, afinal a noite chega e nada como sair para conhecer os restaurantes locais!

Dica: Aproveite para marcar o passeio de lancha para o dia seguinte para garantir o melhor horário, as lanchas saem da ponte do Rio Turvo e ali mesmo é possível fazer a reserva.

2º dia – Passeio de lancha, Lagoa Azul e Cachoeira do Grotão

No dia anterior lembre de fazer a reserva do passeio de lancha, tente agendar para um horário cedo, entre oito e nove horas, não se preocupe com água fria, pois mesmo pela manhã a água já estará agradável e nesse horário o sol ainda esta fraco.

Os passeios de lancha saem da ponte do rio Turvo, as margens da MG-050 e duram duas horas. Alguns donos de lancha fazem passeios particulares com grupos e com tempos maiores, porém não conhecemos pessoalmente nenhum. Ao lado da ponte ficam várias barraquinhas vendendo os passeios, escolha uma e conte com a sorte, o pessoal que fechamos eram muito mau humorados, porém o passeio saiu no horário marcado e tudo correu bem, pagamos R$70,00 por pessoa, qualquer uma das lanchas cobravam o mesmo.

O primeiro ponto de parada da lancha é uma piscina cercada por paredões de pedra, a água com um azul incrível e  paisagem exuberante.

As lanchas tem coletes salva vidas e flutuadores (espaguete), peça um deles mesmo sabendo nadar, pois é um espaço grande e muito fundo. A lancha fica parada ali por uns quinze minutos e parte em seguida para a cascatinha (a mesma do Cascata Eco Parque), mas ali não é possível nadar, o piloto manobra a lancha, deixa tirar algumas fotos e depois segue até o ponto do lago que fica abaixo do mirante, ali tem um bar flutuante e o tempo de parada é um pouco maior, uns vinte ou trinta minutos, dali a lancha vai até Lagoa Azul, ali é possível nadar, mas não subir para conhecer a parte de cima dos paredões de pedra a não ser que você esteja com a pulseira de hospede ou de visitante do Lagoa Azul.

O tempo de parada é de uns vinte minutos, mas o lugar é tão lotado e o espaço disponível para os turistas é tão pequeno, que muitos nem entram na água e ficam no bar flutuante, esse é o ultimo ponto da lancha, saindo dali ela retorna a ponte, duas horas de passeio certinho.

Como no passeio de lancha não é possível conhecer a cachoeira da Lagoa Azul, utilize o restante da manhã para conhecê-la, a entrada fica no km 311 da rodovia MG-050, é cobrado uma taxa de R$30,00 e te oferecem uma pulseira para poder transitar por todas as quedas d’água, inclusive no ponto em que a lancha faz sua parada, mas esqueça esse lugar, pois na parte alta é onde ficam as duas quedas d’água mais bonitas e com bastante espaço para curtir as piscinas formadas pela água.

Fique e aproveite até bater a fome, na entrada do complexo existe um restaurante, ou se preferir, próximo dali está a ponte do rio turvo, que tem mais dois restaurantes, e no sentido Capitólio, quase chegando na entrada da cidade tem mais um, escolha o que mais lhe agrada, almoce e descanse um pouco, depois parta para mais uma cachoeira. Muito corrido né? Eu sei que parece ser, mas dá pra curtir cada lugar tranquilamente e sem correria.

Após o almoço tire o resto da tarde para conhecer a cachoeira do Grotão, dos Lobos, ou alguma outra menos conhecida e que requer menos tempo. Nossa indicação é a cachoeira do Grotão, são sete quilômetros após sair da rodovia MG-050, a entrada custa R$10,00 adulto e criança não paga (ou pelo menos não estava pagando quando fomos). Essa cachoeira não é como as demais citadas aqui, com belíssimas paisagens, mas vale a visita.

3º dia – Cascata Eco Parque e restaurante Rio Turvo

Aproveite o café da manhã no hotel e parta logo em seguida! Bem próximo ao mirante, também as margens da MG-050, no km 315, está localizado o Cascata Eco Parque, a entrada é bem visível, mas dependendo da direção que estiver terá de fazer um retorno na pista para acessar o portão. No final de uma estradinha de terra está o estacionamento, bem em frente ao bar. Para quem desejar se hospedar no hostel ou no camping local a entrada é grátis, senão é cobrado um valor de R$30,00 por pessoa, e crianças menores de dez anos não pagam. (veja mais sobre o hostel e outras hospedagens  clicando aqui)

Diferente das outras cachoeiras, essa não tem nenhum guia para te orientar, mas os proprietários indicam a trilha e como proceder. A trilha começa em frente ao hostel e segue por uns 600 metros beirando os paredões de pedra que cercam o lago de Furnas, até uns 300 metros de trilha é possível caminhar perfeitamente num caminho de pedras, no ponto onde se dá o acesso as quedas d’água está uma encruzilhada, a esquerda desce até as quedas e reto continua a trilha, o caminho a partir desse ponto é de muito mato e a trilha se perde em alguns pontos, porém para quem deseja tirar algumas fotos vale se aventurar, pois a vista é linda.

Seguindo o caminho que desce até as quedas, o primeiro ponto de parada é para tirar algumas fotos a beira do cânion, porém tenha bastante cuidado, porque não há nenhum guarda corpo ou outra proteção, lá em baixo avista-se a cachoeira Cascatinha, a mesma visitada de lancha, e que não é possível nadar. Seguindo a trilha, as margens das quedas d’água é possível descer por algumas pedras e parar em algumas piscinas naturais, porém fique sempre atento ao nível da água, pois se subir muito o local fica perigoso.

A trilha segue passando pelas piscinas formadas entre as paredes de pedra até a maior queda d’água por complexo, segundo os proprietários da para subir por ela e voltar ao bar, porém no dia que visitamos o lugar o volume de água estava alto e a trilha submersa, então voltamos todo o caminho e fomos conhecer umas piscinas menores formadas no lugar onde seria o fim da trilha, se não estivesse submersa.

A estrutura no Cascata Eco Parque é bem inferior aos outros lugares que visitamos, mas a natureza se encarrega de dar uma mãozinha, o lugar é muito bonito e gostoso, mesmo sem muita estrutura vale muito a visita!

Programe o tempo de viagem de volta com o tempo que você poderá ficar no Cascata e o tempo de almoço. Saindo a rodovia, vá até a ponte do rio Turvo e aproveite esse último dia para conhecer o restaurante mais famoso da região, o Turvo, já fique sabendo que não é só fama, o restaurante é muito bom com excelente atendimento e a comida FANTÁSTICA. Experimente um dos pratos com traíra desossada (especialidade da casa), mas vá preparado porque o preço é salgado, mas se couber no orçamento não deixe de conhecer, vale cada centavo gasto.

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