Roteiro de final de semana – Paraty e Cunha

Demorou, mas aqui está mais um roteiro de final de semana, passando por duas cidades incríveis, a histórica Paraty no estado do Rio de Janeiro e a pacata Cunha no estado de São Paulo, separadas por 47 km de uma rodovia repleta de mata atlântica, estrada essa construída no período colonial para transportar o ouro retirado de Minas Gerais até o porto de Paraty.

Nem todo mundo consegue sair em viagem por vários dias, a não ser em feriados e férias, mas uma saidinha no fim de semana todo mundo consegue, basta se programar que é possível conhecer vários lugares legais nesses poucos dias, e o que é melhor… gastando pouco.

Sábado

Saia bem cedo de casa, para fazer viagens de fim de semana requer esse esforcinho, comece por Paraty, para quem está em São Paulo o trajeto leva em média quatro horas, para quem está no Vale do Paraíba é mais perto, cerca de duas horas e meia saindo de Taubaté, e para quem vem do Rio de Janeiro o percurso leva menos de quatro horas pela rodovia Rio/Santos.

Procure chegar no máximo umas nove horas em Paraty, tome um café na cidade e siga pela rodovia Rio/Santos em direção a Ubatuba, aproximadamente dez minutos de carro, haverão placas indicando a entrada para Trindade, um vilarejo com lindas praias e constante agitação de turistas. Se preferir, próximo as praias existem alguns bons lugares para tomar café da manhã. As praias que achamos mais bonitas são as últimas, então siga em frente até a estrada acabar e estacione por ali, geralmente não exite vaga na rua, então encontre um estacionamento, deixe seu carro e saia caminhando para escolher sua praia favorita.

Fique por ali até umas 13h ou 14h e aproveite para almoçar e conhecer a gastronomia local, depois volte para Paraty. Procure um hotel próximo ao centro e com estacionamento (pesquise hotéis na cidade clicando aqui), assim você chega faz check-in e deixa o carro por ali, pois Paraty é para ser curtida a pé.

Aproveite para bater perna, tirar muitas fotos, sentar em um barzinho com mesas na rua e som ao vivo, a noite procure um restaurante que te agrade e depois vá comer um doce dos carrinhos ambulantes que ficam nas ruas centrais, esses carrinhos são característicos de Paraty e vendem doces excelentes.

Domingo

Acorde, tome um café bem reforçado e pé na estrada… É hora de atravessar a fronteira do estado e conhecer Cunha!

Pegue a rodovia BR-459 (a mesma RJ-165 e SP-171) que liga Paraty/Guaratinguetá, após acabar a serra, já no estado de São Paulo fique atento as placas para a entrada para o bairro Pedra da Macela ou para a cervejaria Wolkenburg, quando entrar na estrada de terra, dirija por meia hora até a estrada acabar, em frente há um portão de ferro, ali fica a entrada para a Pedra da Macela, dali em diante não dá para ir de carro, são aproximadamente 2 km de caminhada morro a cima.

Entre subida, apreciação da paisagem e descida gasta-se mais ou menos umas 4h, então não chegue muito tarde, mas também não chegue cedo demais, pois além do frio lá em cima, a vista poderá estar encoberta por neblina. Em dias de tempo limpo conseguimos ver as praias de Paraty e Angra dos Reis, um mirante de tirar o folego, mas caso não esteja com sorte, como aconteceu conosco, a única vista lá de cima é da neblina mesmo. Mas de qualquer forma vale muito a pena subir, como eu citei são uns 2 km de percurso e bem cansativo (nível médio), principalmente para crianças e pessoas mais idosas, mas  conseguem!

Dica: Leve garrafa de água, barra de cereal ou algo leve para matar a fome. Vá com tênis fechado e leve, uma blusa leve e se tiver sol, um boné.

Após descer a Pedra da Macela retorne até a rodovia asfaltada, lembra da placa da cervejaria que eu tinha falado? Um pouco antes de chegar ao asfalto está a cervejaria Wolkenburg, tem placas indicando o caminho, é preciso entrar em um terreno particular e seguir a estrada lá dentro, ela termina no estacionamento da cervejaria.

A cervejaria oferece uma pequena degustação das cervejas produzidas por eles (dunkel, lager, weizen, amber ale), não é possível visitar a produção e a loja só vende as cervejas, que podem ser bebidas ali mesmo ou levadas para a viagem. Do lado de fora tem um belo jardim, para tirar algumas fotos.

Informações: A cerveja custa R$20,00 (preço justo) e o atendimento ao público começa a partir das 10h.

Saindo da cervejaria, sentido Cunha, pare em um restaurante na rodovia SP-171 para almoçar, tem várias opções ao longo do caminho, nós paramos no restaurante Antigo Caminho do Ouro, a comida é excelente e muito bem servida, um prato serve duas pessoas em média. Outros atrativos do lugar são os jardins e a vista das montanhas, tudo sensacional!

Saindo do restaurante continue sentido Cunha, a menos de 4 km, à esquerda da rodovia encontra-se o Contemplário, um sítio de plantação de lavandas, o segundo a surgir na cidade, após o lavandário. O lugar é muito bonito, a entrada é gratuita, o atendimento é bom e há uma loja com produtos elaborados com a flor. O que mais me chamou a atenção na loja foi a cerveja com lavanda, uma bebida produzida especificamente para ser vendida ali, porém não é sempre que tem na prateleira.

Em meio as flores, encontram-se plataformas para o visitante sentar, curtir a natureza e tirar muitas fotos.

Tente se programar para umas 16h chegar ao último e mais fotogênico atrativo da viagem, O Lavandário.

O Lavandário é o mais conhecido atrativo da cidade, o primeiro campo de plantação de lavandas da região com aproximadamente 40.000 pés da planta, que são podados em um sistema rotativo, permanecendo floridos durante os 365 dias do ano. Em uma casa em estilo provençal situa-se a loja de produtos a base de lavanda, onde são vendidos óleos essenciais produzidos na propriedade, além de plantas, mudas e uma cafeteria, que também possui o seu produto especial, o sorvete de lavanda. (nós temos um post falando tudo sobre o Lavandário, clique aqui para ver)

Aproveite para curtir o pôr do sol no lavandário e fechar o roteiro com chave de ouro!

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